domingo, 21 de setembro de 2008

Minha Fé - Zeca Pagodinho





Eu tenho um santo


Padroeiro, poderoso


Que é meu pai Ogum


Eu tenho


Tenho outro santo


Que me ampara na descida


Que é meu pai Xangô,


Kaô


E quem me ajuda


No meu caminhar nessa vida


Pra ir na corrida do ouro


É Oxum, é Oxum


Nas mandingas que a gente não vê


Mil coisas que a gente não crê


Valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê Obaluaê


Por isso que a vida que eu levo é beleza


Não tenho tristeza


Só vivo a cantar, cantar


Cantanto transmito alegria


E afasto qualquer nostalgia


Pra lá, sei lá


E pra quem diga


Que esta minha vida


Não é vida para um ser humano viver


Podes crer


E nas mandingas que a gente não vê


Mil coisas que a gente não crê


Valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê

domingo, 10 de agosto de 2008

Carybé - Cores do Brasil


Hector Julio Páride Bernabó ou Carybé (Lanús, 7 de fevereiro de 1911Salvador, 2 de outubro de 1997) foi um pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista argentino naturalizado e radicado no Brasil.
Durante a época que morou no Rio de Janeiro, foi escoteiro. Lá, era costume cada um ser identificado por um nome de peixe e ele recebeu o apelido de de Carybé (nome de um tipo de piranha). O artista usou-o então como alcunha no lugar do seu nome de batismo, muito parecido com o do seu irmão, também pintor. [1]
Fez cinco mil trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços. Ilustrou livros de Jorge Amado e Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Era obá de Xangô, posto honorífico do candomblé. Morreu do coração durante uma sessão num terreiro de candomblé.
Uma parte da obra de Carybé se encontra no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. São 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada prancha apresenta um orixá com suas armas e animal litúrgico. Foram confeccionadas em madeira de cedro, com trabalhos de entalhe e incrustações de materiais diversos, para atender a uma encomenda do antigo Banco da Bahia S.A., atual Banco BBM S.A., que os instalou em sua agência da Avenida Sete de Setembro, no ano de 1968.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O orixá Exu





Exu (orixá)



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Esu





Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú,. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos. Na nação de angola ou candomblé de Angola Exu recebe o nome de Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila.
Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano.
Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.
Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal
Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como nós mesmos

Exu



No Brasil Exu foi sincretizado como o diabo: irascível, gosta de suscitar disputas. É astucioso, vaidoso e indecente, daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém "(...)nem completamente mau, nem completamente bom(...)", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente.
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Ian (reverenciado na cerimônia do padê).
A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele.
No entanto, como tudo no universo, possui de um modo geral dois lados, ou seja: positivo e negativo. Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é o cargo denominado de Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.
Exu praticamente não possui ewós ou quizilas. Aceita quase tudo que lhe oferecem.
Os yorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra utilizados de forma bem precisa, em seus trabalhos.

Sacrificio para Exu
Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”. E assim é Exu, o orixá que faz: O erro virar acerto e o acerto virar erro.
Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, através de uma artimanha, conseguiu ser o Rei da região, tornando-se um dos Reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil, o reverenciam também com este nome.
Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.
Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda.




quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ora iê iê Oxum! Dona das Águas Doces, Dourada Rainha Senhora


É D'Oxum

Nessa cidade todo mundo é d'oxum

Homem, menino, menina mulher


Toda essa gente irradia a magia


Presente na água doce, presente na água salgada e toda cidade brilha


Presente na água doce, presente na água salgada e toda cidade brilha


Seja tenente ou filho de pescador


Ou importante desembargador


Se dar presente é tudo uma coisa só


A força que mora n'agua


Não faz destinçao de cor


E toda cidade é d'oxum


A força que mora n'agua


Não faz destinçao de cor


E toda cidade é d'oxum


É d'oxum Ora iê iê ô!





16 de Junho - Dia de Oxum

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Nelson Mandela


"Nosso maior medo não é de sermos inadequados.

Nosso maior medo é o de sermos poderosos além da medida.

É nossa luz, não nossa escuridão, o que nos apavora.

Perguntamos a nós mesmos: Quem sou eu para ser brilhante, interessante, talentoso e fabuloso?Na verdade, porque você não seria? Você é um Filho de Deus.

Bancar o pequeno não serve ao mundo.

Nada nos esclarece no sentido de nos diminuirmos, para que outras pessoas não se sintam seguras em torno de nós.

Nascemos para manifestar a glória de Deus que esta dentro de nós.

Ele não está em alguns de nós, está em todos nós.

E quando deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos a outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Quando nos libertarmos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros."


Nelson Mandela.

domingo, 1 de junho de 2008

O lamento do negro


O lamento do negro é triste
fere o coração de quem o ouve...
É um choro de guerra
O forte que existe em cada fraco
que acorda mais um pouco
o lamento do negro retumba nas matas
inventa quilombos, resiste
O lamento do negro persiste
Faz soar os atabaques e vir à Terra os orixás
O lamento do negro é profundamente triste
mas é a sua arma
O seu modo de manter-se vivo

Negro


O teu grito ecoou na senzala e invadiu o ouvido
surdo do teu senhor
Foi um grito forte que nasceu da dor
que nasceu crescido
E pôde ser ouvido por poder se impor
Grito de alma escrava
Grito de uma vida inteira
É grito de liberdade
É grito de capoeira
O Capoeira grita
e seu berimbau chora